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9. Confissão e absolvição

Você já sentiu o peso da culpa sobre você? Uma culpa que não queria deixar você em paz, por mais que você tentasse afastá-la? Por meio da confissão e absolvição, Deus fala por meio da igreja para administrar o perdão, o perdão dele, ao nosso pecado.

Recursos "9. Confissão e absolvição"

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9. Confissão e absolvição

Imagine que você está sentado frente a frente com alguém e está contando a essa pessoa coisas vergonhosas que você fez e falou. A própria noção de declarar, para outra pessoa, os nossos pecados em voz alta é um pensamento, no mínimo, assustador. A Bíblia não nos exige que confessemos os nossos pecados para outra pessoa. Mas, se você alguma vez já teve o seu coração e alma pesados por causa da culpa, da vergonha e das dúvidas, a Palavra de Deus oferece essa possibilidade como um consolo reconfortante. Quando você confessa os seus pecados, a igreja, por meio do pastor ou de alguém outro, garante a você, a partir da Bíblia, que Jesus pagou o preço por tais pecados e declara o perdão de Deus para você.

Aprofundando

  • Conversem em grupo sobre alguns pecados e situações que poderiam levar uma pessoa a buscar a garantia da confissão e da absolvição privadas.

9.1 O que é o Ofício das Chaves? 

 

O Ofício das Chaves é um poder singular que Deus deu à sua Igreja para perdoar os pecados daqueles que confessam os seus pecados e confiam em Jesus como o salvador deles. O Ofício das Chaves é composto de duas partes: Confissão (quando reconhecemos os nossos pecados) e Absolvição (quando recebemos o perdão de Deus). Pela Lei nós somos levados a confessar, e pelo Evangelho nós somos perdoados ou absolvidos.

9.2 Mas de onde, afinal, vem a frase “Ofício das Chaves”? 

 

As palavras são elaboradas a partir da instrução que Jesus transmitiu aos doze apóstolos. 

 

(Jesus disse) Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus; e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus. (Mateus 16.19)

9.3 O que exatamente é uma confissão? 

 

Num sentido geral, a confissão é uma declaração sincera feita publicamente por um indivíduo ou por um grupo de indivíduos. A confissão de pecado é admitir para Deus que você fez algo errado de acordo com a Lei dele, os Dez Mandamentos. A confissão de fé, tais como os Credos Apostólico, Niceno e Atanasiano, é um testemunho público feito pelos cristãos sobre o que eles creem e ensinam.

 

Aqui, neste estudo, nós estamos falando de confissão no sentido de reconhecer os nossos pecados diante de Deus e confiar na sua promessa de perdão.  Essa confissão pode ser feita de forma privada ou pública.

Aprofundando

9.4 Por que nós precisamos nos arrepender dos nossos pecados?

 

Deus nos chama para confessar. E no fim das contas, é ao próprio Deus a quem nós temos ofendido com os nossos pecados. 

 

(Jesus disse) Assim tudo o que vocês disserem na escuridão será ouvido na luz do dia. E tudo o que disserem em segredo, dentro de um quarto fechado, será anunciado abertamente. (Lucas 12.3)

 

Pois o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor. (Romanos 6.23)

9.5 O que irá acontecer se nós não nos arrependermos? 

 

A culpa exerce uma pressão poderosa sobre nós. Se nós escondemos os nossos pecados ou imprudentemente tentamos justificá-los aos olhos de Deus, um estresse destrutivo cresce em nossa mente e até no corpo. Nós ansiamos profundamente nos livrar do que nos “suja”, por assim dizer. Queremos ficar limpos. Deus verdadeiramente oferece o perdão completo para todo aquele que crê que Jesus carregou os nossos pecados na cruz. 

 

Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro. De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão. Então eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados. (Salmo 32.3-5)

Para pensar

  • Liste alguns pecados que as pessoas na verdade gostam de cometer. 

  • O que seria o certo a fazer se você soubesse que deveria se sentir triste por causa de um pecado que está cometendo mas que, na verdade, você está gostando de cometer?

 

Aprofundando

9.6 Qual é a diferença entre a confissão pública e a confissão privada? 

 

Na confissão pública, todos os membros de uma congregação confessam juntos publicamente os seus pecados. É feita uma descrição geral e resumida dos pecados e eles são assim confessados a Deus. E então o pastor anuncia o perdão de Deus ou absolvição, uma vez que Jesus pagou por completo por todos os nossos pecados no seu sofrimento e morte na cruz.

 

Às vezes um pecado específico pesa profundamente na sua consciência. Quando esse é o caso, a confissão privada dá a você a chance de confessar algum pecado específico e ter a garantia de que Deus, por causa de Jesus, perdoa esse pecado. 

 

Portanto, arrependam-se e voltem para Deus, a fim de que ele perdoe os pecados de vocês. (Atos 3.19)

 

Talvez você esteja se perguntando: eu posso ir para o céu mesmo se eu nunca fiz uma confissão privada? Uma vez que Deus oferece o perdão completo e gratuito pela graça por meio da fé, você não precisa fazer uma confissão privada. Pense na confissão privada como um presente especial de Deus para quando você estiver lutando com a consciência culpada. 

Para pensar

  • Conversem sobre as diferentes maneiras oferecidas por Deus para nos garantir que ele tem perdoado todos os nossos pecados por causa de Jesus.

  • O quanto Deus quer que você esteja certo de sua salvação em Jesus Cristo? 

9.7 Quando uma congregação confessa os seus pecados durante o culto, isso significa que todos esses pecados são perdoados?

 

Na cruz Jesus conquistou o perdão para todos os pecados de cada pessoa que já tenha vivido ou que irá viver. No culto, Deus de fato oferece esse perdão gratuito e completo para cada pessoa ali presente. Aqueles que confiam em Jesus são completamente perdoados. Se as pessoas estão apenas fingindo, negando em seus corações, ou repetindo as palavras da liturgia sem refletir sobre elas, então, não, já que Deus não pode ser enganado, e os pecados permanecem. 

 

Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade. Se dizemos que não temos cometido pecados, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua mensagem não está em nós. (1João 1.8-10)

Para pensar

  • Por que é tão fácil, quando se vai à igreja, cair na rotina de seguir a liturgia sem refletir ou sem pensar nas palavras? 

Aprofundando

9.8 Para quem devemos confessar os nossos pecados privadamente?

 

Qualquer cristão pode oferecer a você o perdão de Deus. Mas um pastor pode ser preferível, porque ele sabe quais são as expectativas da Lei de Deus e ele conhece as passagens das Escrituras para reafirmar e assegurar a você que Deus perdoa o seu pecado, não importando o quão sério o pecado seja. Além disso, o pastor fez publicamente um juramento, perante Deus, de não falar sobre os pecados confessados a ele. 

 

Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito poder. (Tiago 5.16)

Para pensar

  • Na sua opinião, por quais razões alguns cristãos são relutantes para irem até o seu pastor e fazerem uma confissão privada?

9.9 Eu não sei se gosto da ideia de outra pessoa “perdoando” os meus pecados. Não é apenas Deus o único que pode perdoar pecados?

 

Assim como o batismo, a absolvição é ancorada na obra salvadora de Jesus na cruz. Jesus pagou o preço por todos os pecados quando ele sofreu e morreu, significando que Deus oferece perdão para todo homem, mulher e criança. Desse modo, não é a pessoa que está perdoando você do seu pecado. Ela é apenas um instrumento, um veículo, apresentando a palavra de Deus cheia de perdão a você. Na verdade é Deus quem está perdoando você naquele momento. Uma das maneiras de Deus compartilhar a sua Palavra é por meio do ofício do ministério pastoral, oferecendo graça e misericórdia para o seu povo. Isso é tão válido, também no céu, como se Cristo, o nosso Senhor querido, estivesse diante de nós e falasse tais palavras de perdão com seus próprios lábios.  

 

Depois (Jesus) soprou sobre eles e disse: — Recebam o Espírito Santo. Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados. (João 20.22-23)

9.10. Como posso confiar que meu pastor não vai revelar os pecados específicos que eu confessei a ele em particular?

 

Ao assumirem o ofício do ministério, os pastores fazem publicamente um juramento de não revelar ou repetir a outros os pecados específicos confessados a eles em particular. Isso é baseado em uma promessa que Deus fez no livro de Isaías.

Mas eu — eu mesmo — sou o seu Deus e por isso perdoo os seus pecados e os esqueço. (Isaías 43.25)

 

Quando Deus perdoa os nossos pecados, ele os remove completamente e não os lembra mais. O pastor promete nunca revelar ou mesmo mencionar os pecados confessados particularmente porque Deus nunca irá revelá-los ou trazê-los à tona. Deus os apagou completamente. Colocado de maneira simples, qualquer pastor que revelasse um pecado que foi confessado de modo privado, não estaria apto para o ofício de pastor ou de líder espiritual.

 

Martinho Lutero falou muito sobre ter um “Pai (ou Pastor) Confessor”. Ou seja, ter alguém que ouve, regularmente e com real interesse, os seus pecados confessados e que pessoalmente proporcione a você o conforto do perdão da palavra de Deus.  

 

Este ensinamento é verdadeiro: se alguém quer muito ser bispo na Igreja, está desejando um trabalho excelente. O bispo deve ser um homem que ninguém possa culpar de nada. Deve ter somente uma esposa, ser moderado, prudente e simples. Deve estar disposto a hospedar pessoas na sua casa e ter capacidade para ensinar. Não pode ser chegado ao vinho nem briguento, mas deve ser pacífico e calmo. Não deve amar o dinheiro. Deve ser um bom chefe da sua própria família e saber educar os seus filhos de maneira que eles lhe obedeçam com todo o respeito. Pois, se alguém não sabe governar a sua própria família, como poderá cuidar da Igreja de Deus? (1Timóteo 3.1-5)

Aprofundando

9.11 Eu também posso perdoar as pessoas que confessam os seus pecados para mim?

 

Sim, você pode! Não é incomum o fato de pessoas lutarem, terem dificuldades e até se encontrarem atormentadas por causa de pecados secretos e terríveis. Qualquer cristão que entende o poder da confissão e da absolvição pode servir como um instrumento da Palavra de Deus e garantir o maravilhoso perdão de Deus aos que estão em conflito.  

 

O mexeriqueiro espalha segredos, mas a pessoa séria é discreta. (Provérbios 11.13)

9.12 E aquela parte sobre a retenção do perdão? Se o perdão de Deus é uma coisa tão maravilhosa, por que então algumas pessoas não são perdoadas? 

O Ofício das Chaves funciona das duas maneiras. Enquanto Deus dá à sua Igreja a chave para destrancar a porta para a salvação, ela também tem o poder de trancar a porta para a salvação. Esse não é um processo rápido e abusivo que acontece sem reverência ou cuidado pelas emoções. É um processo lento e gradual que deve ser feito com amor e com uma preocupação genuína pela salvação do pecador que não se arrepende. 

(Jesus disse:) — Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: “Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas.” Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos. (Mateus 18.15-17) 

 

9.13 Qual é o propósito da excomunhão e da disciplina da igreja? 

 

Embora os termos evoquem pensamentos ou imagens de uma exclusão dolorosa, a sua intenção e qual propósito são na verdade completamente o oposto! Deus está profundamente preocupado com o filho perdido. Ele sabe que, se essa pessoa continua em pecado, sem arrependimento, ela exclui a si mesma do perdão e da paz de Deus, e também da própria comunhão com ele no céu. O propósito da disciplina da igreja e da excomunhão é mostrar o quão sério Deus trata os nossos pecados e trazer o pecador ao reconhecimento e arrependimento dos seus pecados, para que Deus venha a perdoar e restaurar a pessoa.

 

Pelo contrário, falando a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo, que é a cabeça. (Efésios 4.15)

 

Deus declara abertamente: “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). Quem de nós quer essa sentença ameaçando a vida? Nós podemos ficar orgulhosos, agarrados ao pecado e sermos eternamente condenados, ou então podemos pedir a Deus que o remova de nós por meio da sua Palavra de graça e perdão, assim como Davi fez:

 

Por causa do teu amor, ó Deus, tem misericórdia de mim. Por causa da tua grande compaixão apaga os meus pecados. Purifica-me de todas as minhas maldades e lava-me do meu pecado. Pois eu conheço bem os meus erros, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti eu pequei — somente contra ti — e fiz o que detestas. Tu tens razão quando me julgas e estás certo quando me condenas. (Salmo 51.1-4)

 

Você pode pensar sobre a disciplina da igreja e excomunhão como a versão de Deus de um “amor exigente”. Se a igreja simplesmente fingir que Deus está de acordo com o comportamento pecaminoso e com a recusa do pecador em se arrepender, ela não estará ajudando o pecador não arrependido a reconhecer o seu pecado e abandonar o seu erro.

Para pensar

  • Como pais bem-intencionados podem acabar reforçando um comportamento destrutivo nos seus filhos adolescentes?

  • Que tipos de atitudes difíceis os pais poderiam ter de tomar para “acordar” seus filhos antes que seja tarde?